Exercício Funcional: para organizar o que a corrida desorganiza.

O ser humano talvez seja o animal que possua o movimento mais complexo, considerando ossos, músculos, articulações, eixos, alavancas que resultam na postura e movimentos de um bípede. Justamente por sermos dotados de inteligência é que ao longo do desenvolvimento motor, dependendo das influências sociais e prática ou não de diversas modalidades esportivas, as pessoas chegam na fase adulta com desvios diversos na coluna e cadeias musculares.

Corredores de longa distância também têm suas desordens musculares. Boa parte fica meio corcunda (cifótico), hiperlordótico e têm força desequilibrada nos músculos da coxa, podendo ocasionar, por exemplo, desvio de patela. Não é raro fundista reclamar de dores nas costas principalmente na região lombar. Horas de treinamento levam o corredor assumir postura inadequada. Na linguagem popular é quando dizemos que "o corredor sentou". As costas ficam curvadas, os braços arriados e os joelhos flexionados em angulação abaixo do normal.

Corredores treinam mesmo estando cansados, gripados e uma boa parcela volta a treinar antes de curar as lesões. Nossas fibras musculares têm capacidade limitada de cicatrizações e, claro, quanto mais lesões ao longo do tempo, mais encurtados ficam os grupos musculares acometidos. Essa também é uma das razões da queda de performance entre corredores mais velhos. A prática esportiva sem sombra de dúvida traz muitos benefícios à saúde, desde que praticada com orientação profissional e bom senso.

Por conta disso, existe um treinamento chamado funcional que visa justamente treinar aqueles grupos musculares ou mesmo pequenos músculos que servem de base para um determinado movimento. O corredor que apenas corre fortalece apenas os músculos atuantes no gesto esportivo, deixando os mais fortes cada vez mais fortes e os mais fracos cada vez mais fracos.

Um tipo de exercício atualmente trazendo bons resultados é feito com bola suíça, que trabalha a propriocepção, a correção postural, o fortalecimento muscular, o equilíbrio e o relaxamento. A bola, por fornecer superfície instável, acaba recrutando músculos estabilizadores mais profundos em qualquer exercício nela executado.

Várias modalidades esportivas, entre elas o futebol, estão descobrindo essa técnica que não é nova. Já existia na fisioterapia e agora popularizada nas academias tem colaborado com a redução do índice de lesões. Na musculação, por exemplo, as máquinas têm a vantagem de trabalhar isoladamente um grupo muscular, entretanto, exercícios para o mesmo grupo muscular quando executados com peso livre, na bola suíça ou com elásticos, recrutam mais músculos para manter o equilíbrio, a coordenação e estabilizar o movimento.

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