Decifrando a Escoliose

"Para entender o que é escoliose, devemos saber que a coluna vertebral, vista por trás, deve ser "reta"; qualquer desvio para os lados pode configurar uma "escoliose". Quer dizer, um desvio mínimo não chega a ser bem uma escoliose, afinal todos nós temos curvaturas na coluna que são naturais. A escoliose não deve ser confundida com a má postura: é uma doença e deve ser tratada como tal.

Trata-se de um desvio tridimensional da coluna vertebral, ou seja, a coluna desvia-se nos três planos do espaço. Assim, realmente se torce, não somente para os lados, mas também para frente, para trás e em volta de seu próprio eixo. Fica deformada lateralmente, como se fosse uma letra "S". A escoliose pode causar danos irreparáveis se não for tratada corretamente, daí a necessidade de um controle da evolução sistemática da doença.

Quando a causa não é de origem bem definida, recebe o nome de escoliose idiopática. Ligada a fatores genéticos, é de escoliose idiopática a grande maioria dos casos, com cerca de 85%; e acomete em média oito vezes mais meninas do que meninos. Este tipo de escoliose é a mais deformante das patologias ortopédicas, sobretudo quando há envolvimento da caixa torácica - o que deforma as costelas, modifica todo o comportamento postural e ainda pode comprometer as funções respiratórias nos casos mais graves. Pode aparecer em qualquer idade, mas uma coisa é certa: a escoliose é uma doença do crescimento, ou seja, quanto menor for a criança, mais cuidados se deve ter. Por outro lado, é durante os estirões que temos as maiores possibilidades de que ela "apareça" e, por isso, a atenção deve ser redobrada nestes períodos, principalmente porque nessa idade a escoliose ainda não dói, o único sintoma é realmente estético."

Por: Júlia Barroso - Escritora, palestrante, colunista do site da Pais&Filhos e cronista do site da KBR Editora.

Redes Sociais



Siga-nos também nas
Redes Sociais!

Webmail

Acesse aqui a sua Caixa Postal.
Área Restrita.